Eu juro que eu tentei achar outro tema sobre o que postar, mas como o mundo está me bombardeando com decorações verdes e vermelhas, o jeito é falar do inevitável: o natal.
Eu, como uma boa judia, não comemoro o natal. Quando eu era pequena, meus pais até davam presente pra mim e tal, mas só por dar mesmo, só pra eu não me sentir diferente dos meus amigos. Hoje, eu vejo o mundo se estressando por causa de presentes e surtando por conta de festas e eu agradeço por não ter mais esse peso pra carregar.
Essa época do ano é realmente pesada. Eu, particularmente, não entendo por que raios as pessoas se sentem mais sozinhas no fim do ano do que em qualquer outro período. Mas é um fato que elas se sentem, sim. Acho que é esse clima de celebração, de paz no mundo e essas joças que faz com que você queira ter alguém com quem compartilhar suas ideias e opiniões e frustrações e blá e blá. Eu realmente não sinto isso.
Eu amo essa época do ano. Eu já disse isso aqui no blog, há mais ou menos um ano.. Acho realmente admirável esse espírito de “juntidão” que domina os arredores do natal. Todo o mundo se ama de repente, todo o mundo se quer bem e faz o bem… Ainda assim, o mundo sempre acha um motivo pra ficar deprimido.
O que me deprime a respeito dessa época do ano é o nível astronômico de egoísmo. Acho engraçado como milhões são gastos em decorações e campanhas publicitárias, milhões esses que poderiam ajudar tanta gente, que poderiam ser usados pra coisas tão mais benéficas pra algo mais do que a conta bancária de alguns poucos sortudos que têm tudo que sonham e deixam de sonhar.
Dar um panetone que você não gostou pra alguém na rua não te faz um bom samaritano, fica a dica pro ano que vem.
