h1

deck the stupid halls

dezembro 14, 2010

Eu juro que eu tentei achar outro tema sobre o que postar, mas como o mundo está me bombardeando com decorações verdes e vermelhas, o jeito é falar do inevitável: o natal.

Eu, como uma boa judia, não comemoro o natal. Quando eu era pequena, meus pais até davam presente pra mim e tal, mas só por dar mesmo, só pra eu não me sentir diferente dos meus amigos. Hoje, eu vejo o mundo se estressando por causa de presentes e surtando por conta de festas e eu agradeço por não ter mais esse peso pra carregar.

Essa época do ano é realmente pesada. Eu, particularmente, não entendo por que raios as pessoas se sentem mais sozinhas no fim do ano do que em qualquer outro período. Mas é um fato que elas se sentem, sim. Acho que é esse clima de celebração, de paz no mundo e essas joças que faz com que você queira ter alguém com quem compartilhar suas ideias e opiniões e frustrações e blá e blá. Eu realmente não sinto isso.

Eu amo essa época do ano. Eu já disse isso aqui no blog, há mais ou menos um ano.. Acho realmente admirável esse espírito de “juntidão” que  domina os arredores do natal. Todo o mundo se ama de repente, todo o mundo se quer bem e faz o bem… Ainda assim, o mundo sempre acha um motivo pra ficar deprimido.

O que me deprime a respeito dessa época do ano é o nível astronômico de egoísmo. Acho engraçado como milhões são gastos em decorações e campanhas publicitárias, milhões esses que poderiam ajudar tanta gente, que poderiam ser usados pra coisas tão mais benéficas pra algo mais do que a conta bancária de alguns poucos sortudos que têm tudo que sonham e deixam de sonhar.

Dar um panetone que você não gostou pra alguém na rua não te faz um bom samaritano, fica a dica pro ano que vem.

h1

bola de gude

outubro 17, 2010

Não. Sério.

Sabe quando te disseram que o mundo era pequeno, naquela hora em que aconteceu algo que contraria todas as probabilidades? Não, você não viu nada ainda. Depois de uma longa e árdua reflexão, eu cheguei à conclusão que as chances de algo improvável acontecer são inversamente proporcionais às vezes em que elas, de fato, acontecem. Simplificando: quanto mais improvável, mais provável. Ou talvez isso seja só comigo, obviamente, é bem possível. Bem provável.

Sabe quando você leu Dom Casmurro pra Fuvest e teve que lidar com aquele lance de *atar as duas pontas da vida*? O fato é que essas duas pontas, por mais que haja uns 3274987 km de cadarço entre elas, vão se encontrar cedo ou tarde. O meandrinho bizarro que aparece de vez em quando é aquele acontecimento que simplesmente não faz sentido (Felipe Neto sabe dessas coisas melhor do que eu), que você jamais, em qualquer ocasião ou oportunidade, imaginaria sendo real. Não vou mentir, é um saco. Ninguém gosta daqueles nós ferrados no meio do cadarço do All Star. Mas, até aí, nobody said it was easy, suponho.

Sabe quando você aceita que tem gente que nasceu pra se dar bem na vida e que existe aquele “resto”? Aqueles que nasceram pra ver os outros se darem bem na vida e falar “parabéns”. Bom.. O que tá escrito, tá escrito. Meu melhor conselho pra esse segundo grupo é o seguinte: nunca conte com as probabilidades. As chances nunca estarão a seu favor. Encare.

A vida fica mais simples depois disso.

Mas.. Johnnie Walker, né. Cabeça pra cima, tentar não mata ninguém. #FML

h1

membro fantasma

agosto 26, 2010

Tem noites em que eu sinto medo de ir dormir.

Já falei sobre sonhos, não vou repetir o efeito que eles têm sobre a minha mente ordinária. Às vezes, é divertido, até empolgante, aguardar o que eles podem trazer a cada noite. Não hoje. Hoje, eu sei exatamente o que meus sonhos vão trazer. Eu sei que eles vão passar um filme na minha cabeça, um filme que eu já vi vezes demais.. Os personagens desse filme são as pessoas com as quais eu mais me importo no mundo inteiro. E que, coincidentemente, não estão aqui. Eu sei que, enquanto eu estiver sonhando, vai ser ótimo; vai ser um alívio, digo, estar perto dessas pessoas. E apesar dessa calma, dessa segurança que elas vão me trazer, eu sei que, depois de tudo, eu ainda vou acordar. Eu vou acordar, e tudo vai sumir quase tão rápido quanto apareceu. Eu vou estar sozinha mais uma vez.

Eu não quero mais estar sozinha.

Vocês não estão aqui. Ainda assim, eu sinto vocês. Como se fosse uma parte de mim. Como um membro fantasma.

Mas eu quero meu membro de verdade de volta, se não for muito incômodo.

h1

coração de coisa nenhuma

julho 21, 2010

na inércia do assunto egoísmo, quero deixar bem claro que adolescentes não são feitos de certeza nem de garantias. insegurança faz parte da (minha) vida. meus amigos são meus e eu me recuso a dividi-los com quem não tem seus próprios. é egoísmo, sim. que direito tenho eu de falar “fica longe de tal pessoa, não quero vocês sendo amigos”? exatamente, nenhum. e a melhor parte disso é que eu posso gritar um enorme foda-se. eu não sou adulta, não sou madura, não sou responsável por ninguém e muito menos por mim mesma e não tenho obrigação de ser superior a esses pensamentos que queimam meu cérebro. por favor, você mesmo, entenda que meus amigos não têm coração de mãe pra ter sempre espaço pra mais um. não tem lugar pra nós dois e eu quero muito que você entenda isso e suma de uma vez por todas. meus amigos são os melhores e é perfeitamente compreensível que você queira eles pra você. boo hoo, eu não ligo. fica longe do que não pertence a você.

h1

absolutamente nada

julho 15, 2010

uma coisa ainda é considerada egoísmo se você não tem a intenção de sentir o que você sente? se você deixa de querer uma pessoa e simplesmente não quer aceitar que mais alguém possa querê-la.. é egoísmo, não é? se você não quer dividir as pessoas. se você quer sentir desprezo, mas sem se sentir desprezado. se você quer as partes boas sem aceitar as ruins.. é egoísmo puro. mas.. por definição, o egoísmo não deveria fazer a pessoa egoísta se sentir mal. o egoísta simplesmente é egoísta e não se importa. o motivo dessa divagação sem sentido ou nexo é que eu me sinto egoísta nesse momento. mas eu me sinto um lixo por isso. eu queria saber se existe algum padrão ou referência histórica que possa me explicar como/se isso faz sentido. eu não quero me sentir assim. eu não quero nada para mim, mas também não quero esse nada para mais ninguém. eu quero a maior distância e a mais extrema proximidade desse nada, porque eu não vou ficar bem nem com nem sem esse nada. já li sobre essas coisas, já ouvi falar sobre nadas que se completam e se repelem e eu absolutamente jamais pensei que eu seria parte de um nada assim algum dia na minha vida. eu amo esse nada.. mas eu não consigo ser com esse nada. não pense que faltou uma palavra nessa frase anterior. é isso mesmo, eu não consigo ser com esse nada. e tudo que eu já fiz para provar que eu não entendo o que tem que acontecer e que eu preciso de um motivo para me manter longe, bom, foi inútil, porque eu me sinto cada vez mais perto e, cada vez mais, eu sei que, por mais perto que nós estejamos, eu nunca vou ter esse nada. por enquanto, eu não consigo aceitar essa ideia, motivo pelo qual eu tenho passado dias encarando o nada e torcendo pra que alguma coisa boa acontecesse.

não mais.

chegou a hora de parar de ser egoísta e deixar o nada ser nada, deixar acontecer o que tiver que acontecer e, principalmente, deixar de lado o que eu sinto.. porque, na realidade, isso não importa. por fim, eu quero registrar na sacralidade do wordpress que eu não tenho (e nunca tive, por falar nisso) o desejo de ser egoísta nem repetitiva nem indecisa e muito menos apegada, e qualquer força que me ajudar a alcançar esse objetivo será mais que bem vinda.

e minhas desculpas mais sinceras, é claro.

h1

hiatus

julho 12, 2010

Faz tempo que eu não encontro inspiração pra escrever aqui. Desde o dia 3 de junho, quando eu postei pela última vez, muita coisa aconteceu; muita coisa que nunca tinha acontecido e que nunca vai acontecer de novo, eu imagino.. Essas coisas que aconteceram definitivamente me fizeram mal. Mas foi bom que elas tenham acontecido. De vez em quando, é necessário se ferrar.. É bom sentir alguma coisa, mesmo que seja dor, instabilidade, arrependimento. Nada se compara à sensação de vivacidade que vem junto com uma lágrima quente, com um surto de adrenalina, quando seu coração explode contra as costelas.. Na hora, é difícil perceber os benefícios do que machuca a gente.. Não que eu esteja sugerindo aquela velha história de “o que não mata, fortalece”, isso já tá tão ultrapassado (momento *sou descolada*). Não.. É mais que isso. É difícil, senão impossível, uma pessoa ter conteúdo sem ter algumas cicatrizes dessas vezes em que ela não foi tão forte quanto podia ser. Ou seja.. Ser forte nem sempre é tudo. Lembre-se disso na próxima vez que nada sirva de inspiração pra levantar da cama de manhã.

h1

passion pit

junho 3, 2010

“You know what? Fuck beauty contests. Life is one fucking beauty contest after another. School, then college, then work… Fuck that. And fuck the Air Force Academy. If I want to fly, I’ll find a way to fly. You do what you love, and fuck the rest.”

É exatamente isso. A vida é um concurso de beleza depois do outro. Você nasce, cresce, envelhece e morre. E passa a vida inteira sob um julgamento constante por parte de absolutamente todas as pessoas que reconhecem a sua existência. Tudo bem, é aceitável isso.. Ok, talvez não aceitável, mas temos que aceitar que é inevitável. Pelo menos do jeito que fizemos ser. O que não é nem um pouco aceitável é aquele momento em que você quer alguma coisa e ouve um “não” vindo de alguém que julga errado o que você quer ou o que deixa de querer.. É ridículo, se você for parar pra pensar em tudo o que já foi inventado, tudo que foi atingido, tudo que foi descoberto. Quando alguém queria voar, qual a chance de alguém ter dito “ok, vai nessa, é possível”? Não foi bem assim. E aconteceu. Quando queriam ir pra Lua, qual a chance de alguém ter dito “ok, vai nessa, já conseguimos voar, esse é o próximo passo”? Não. E também aconteceu. É sabido que qualquer intriga envolve oposição.. Mas a oposição deveria ser uma pedra, não uma Grande Muralha da China no meio do caminho de quem tenta. O Dwayne já disse e eu acho que mais gente deveria escutar: “If I want to fly, I’ll find a way to fly”. Circunstâncias não podem impedir a pessoa de fazer o que o coração diz que é o certo pra ela.. Chamem a Tammy de idealista, mas é exatamente isso. Você faz o que você ama. Você faz o que é certo pra você, nos seus termos, nas suas condições, na sua consciência. E o resto?

Bom, deixa pra lá.

h1

efemeridade

abril 3, 2010

de vez em quando, uma bola de canhão cai na sua cabeça e te faz mudar de perspectiva por um período de tempo.. só o suficiente pra que você veja a vida ou pelo menos algum aspecto dela por outros olhos e incorpore essa visão no seu jeito de ser. é uma mudança de ponto de vista que se faz necessária na correria do dia-a-dia.. falta um sistema de organização pra tudo que a gente tem que absorver todo santo dia e é assim que a gente lida com esse excesso de informação. mas enfim. *bola de canhão. tammy pensando.*

você já reparou como nada dura? não é um apelo pra que você adote a política do carpe diem nem nada, garanto.. é só o fato de que nada parece ser feito pra continuar essencialmente igual por mais de 2 nanossegundos. situações que parecem se encaixar não permanecem por mais tempo do que isso, o quebra-cabeça parece que se altera constantemente pra que ninguém consiga manter a estabilidade do que contrói. ao meu ver, essa é a representação ao vivo e em cores da injustiça que controla o id do mundo (freud concordaria comigo, tenho fé.. -not). eu pago uma viagem só de ida pra londres pra quem conseguir distorcer os fatos de tal modo que me faça acreditar, sinceramente, que é uma coisa boa que nada fique igual. talvez ajude o fato de eu não ter o menor problema em aceitar que é falta de maturidade minha querer que tudo fique congelado nos momentos em que eu considero que tudo é perfeito e ideal. mas ainda assim.. é um pouco triste que nada possa permanecer. o que você leva de um instante em que tudo é ótimo sob a sua visão é uma memória que também não vai durar, porque o tempo faz o favor de apagar as sensações que você teima em tentar guardar onde ninguém vai conseguir tirar. e alguém sempre consegue. eu quero uma vida feita de momentos, de pessoas, de fotos, de presentes, de cartas, de conversas de 5 horas.. não de imagens singulares que piscam uma vez e somem pra eu ter que ficar pra sempre tentando lembrar as condições sob as quais tal coisa aconteceu e tentando recriá-las pra que eu possa ter aquele gostinho de novo. não.. parece um desperdício monstruoso. o que faz sentido na minha mentezinha inferior é que um investimento um pouquinho maior em uma lâmpada de alguns watts a mais de potência poderia fazer com que essas piscadelas durassem mais e pudessem ser preservadas no que elas são, não na imagem que a gente cria delas. minha escassa massa cinzenta já está atravancada de representações do que aconteceu/do que eu queria que acontecesse/do que eu ainda espero que aconteça.. e nem isso fica igual por muito tempo.

essa efemeridade me cansa, honestamente.

h1

Y

março 14, 2010

Mahatma Ghandi uma vez disse o seguinte: “you must be the change you wish to see in the world”. Não acredito que haja uma pessoa tão fechada no próprio mundinho a ponto de não perceber a grandeza que esse homem representou.. mas hoje me flagrei pensando nessa declaração e nas implicações dela.

O mundo é um lugar ferrado. Ferrado mesmo. Não tem lista que possa enumerar o que tem de errado com o planeta, com a sociedade, com a cultura, com tudo hoje em dia. E, perdoem o julgamento um tanto generalizado, mas babacas são aqueles que não se dão o trabalho de desejar que alguma coisa mudasse por aqui e por ali de vez em.. bom, sempre. A dúvida entra na parte em que uma bifurcação pergunta a você qual caminho você vai escolher seguir. À direita, você encontra o caminho “certo”: aquele que te leva ao topo da cadeia sociológica quando se trata de moral; aquele onde você realmente se torna a mudança que deseja ver. E à esquerda.. é o caminho onde você luta, cansa, xinga, luta mais um pouco.. e chega onde você realmente quer. É o caminho que leva à sua paixão.

Posso dizer, sinceramente, que invejo aqueles que não se deparam com essa encruzilhada. Quero dizer aqueles cuja paixão é a coisa certa a se fazer, aos olhos do mundo e da própria pessoa. O motivo disso é simples, ao meu ver.. eu, pessoalmente, nunca conseguiria me satisfazer com a minha própria vida se fizesse a coisa certa que não fosse a coisa certa pra mim mesma. Eu fui criada pra acreditar que o que eu nasci pra fazer é aquilo que me cativa, aquilo que me dá inspiração pra levantar e queimar calorias todos os dias. E, sinceramente.. não acho que eu vá mudar o mundo. Acho que eu posso contribuir com aqueles que têm esse potencial, e é o que eu pretendo fazer. E eu me sinto bem com o fato de que eu não sou a mudança que eu desejo ver no mundo. Simplesmente por eu ser a mudança que eu desejei ver em mim mesma.

h1

clichês

fevereiro 27, 2010

há alguns dias, me flagrei pensando nas frases ditas que o mundo teima em repetir a cada volta que o planeta dá. “ah, o verão” “e que venha tal ano!”.. e “ano novo, vida nova”. a surpresa veio quando surgiu a dúvida: o ano muda, a vida muda.. e você? você continua o mesmo. talvez seja ceticismo da minha parte pensar que, por definição, é uma falsidade inexplicável o ato de usar a desculpa de um número virar outro pra fingir que sua personalidade passou pela metamorfose do século.

o ano mudou. minha vida mudou também. e eu continuo a mesma que sempre fui. sim, sempre.. estabilidade é algo que sempre me faltou, mas não no contexto interno, por assim dizer. é uma sensação muito boa a de poder dizer que você tem na cabeça o mesmo que tinha 5 ou 10 anos antes; uma sensação que eu gostaria que mais pessoas tivessem a oportunidade de experienciar.

no final das contas..

“second chances, they don’t ever matter. people never change”

e isso é um fato.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.